Senhas simples ainda predominam e ampliam risco de invasões digitais


Por Redação

07/05/2026  às  08:34:40 | | views 3072


@ freestocks.org

Especialistas alertam para uso de combinações previsíveis e defendem autenticação em duas etapas


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Celebrado nesta quinta-feira (7), o Dia Mundial da Senha reacendeu o alerta sobre hábitos considerados frágeis de segurança digital. Apesar do aumento dos ataques cibernéticos e vazamentos de dados, combinações simples e facilmente descobertas continuam entre as mais utilizadas por usuários no Brasil e no mundo.

 

Levantamento da empresa de gestão de senhas NordPass mostra que “admin” e “123456” seguem entre as senhas mais comuns no país. O padrão se repete em diferentes faixas etárias e mercados internacionais.

 

Entre integrantes da chamada Geração Z, nascidos entre 1997 e 2012, a sequência “12345” aparece como uma das mais utilizadas. Já Millennials, integrantes da Geração X e Baby Boomers costumam recorrer a versões semelhantes, como “123456”, combinação que liderou o ranking global de senhas mais usadas em seis dos últimos sete anos.

 

Especialistas em segurança da informação avaliam que a preferência por senhas curtas e previsíveis facilita a ação de criminosos virtuais, especialmente em um cenário de crescimento de ataques automatizados.

 

Segundo Gilberto Reis, diretor de operações da empresa de soluções digitais Runtalent, o Brasil permanece entre os principais alvos de ataques cibernéticos na América Latina.

 

“Muitas pessoas ainda não dão a devida importância à segurança online. Hackers e programas automatizados se aproveitam de qualquer brecha para invadir contas e acessar dados sensíveis”, afirmou.

 

Entre os principais sinais de comprometimento de contas estão alertas de vazamento de dados, acessos registrados em horários ou locais incomuns, envio de mensagens sem autorização do usuário e solicitações inesperadas de redefinição de senha.

 

Especialistas recomendam a troca periódica das credenciais, principalmente em serviços considerados sensíveis, como aplicativos bancários, contas corporativas e plataformas com informações financeiras.

 

Para contas pessoais, como redes sociais e e-mails, a orientação é atualizar as senhas ao menos a cada seis meses. Em serviços críticos, o intervalo ideal cai para cerca de três meses, sobretudo quando não há autenticação em dois fatores.

 

Outra recomendação é evitar a reutilização da mesma senha em diferentes plataformas. Segundo especialistas, essa prática amplia os danos em caso de vazamento, já que uma única credencial comprometida pode abrir acesso a múltiplos serviços.

 

Entre as alternativas consideradas mais seguras estão os gerenciadores de senhas, que criam e armazenam combinações criptografadas, além do uso de frases longas com caracteres variados, consideradas mais resistentes a tentativas de invasão.

 

A autenticação multifator — mecanismo que exige uma segunda etapa de verificação além da senha — também é apontada como uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de acesso indevido a contas e aplicativos.



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