IA otimiza transporte de cargas aéreas e aumenta a eficiência


Por Redação

12/06/2026  às  07:19:44 | | views 75


@Abdiel Hernandez Villegas

Capaz de processar grandes volumes de dados e automatizar tarefas operacionais, a tecnologia reduz custos e atrasos, mas enfrenta entraves de integração entre sistemas


Ouça esta reportagem

A inteligência artificial (IA) generativa vem ganhando espaço na logística aérea ao permitir o processamento em tempo real de grandes volumes de dados, automatizar rotinas e apoiar decisões estratégicas. Empresas do setor relatam ganhos em eficiência operacional, redução de custos e melhoria na experiência do cliente, num movimento alinhado à digitalização global da aviação cargueira.

 

Para Gustavo Verza Picolli, especialista em tecnologia aplicada à logística aérea e sócio-diretor financeiro e de TI da Caxias Cargas Aéreas Ltda., a tecnologia já impacta várias etapas da operação. "Ao otimizar processos que vão desde automações operacionais até a tomada de decisões estratégicas, essa tecnologia permite que as empresas processem informações em tempo real, reduzam gargalos e identifiquem oportunidades de melhoria com mais rapidez e precisão", afirma.

 

O setor comercial é um dos principais beneficiados. Picolli explica que a IA pode analisar milhares de combinações de rotas para indicar a melhor alternativa para cada cotação e cruzar dados financeiros e operacionais para sugerir preços de frete mais precisos. O resultado, segundo ele, é uma precificação mais competitiva e alinhada às demandas dos clientes, com impacto direto na rentabilidade.

 

A automação, por sua vez, tem contribuído para reduzir atrasos e falhas operacionais. Um exemplo claro é o rastreamento de cargas: processos que antes exigiam vários operadores consultando sistemas de diferentes companhias aéreas passaram a ser, em grande parte, automatizados — com maior velocidade e menor margem de erro.

 

Com informações mais antecipadas sobre a chegada das cargas, toda a cadeia logística ganha previsibilidade. Isso permite planejar com antecedência etapas como a entrega de última milha, otimizar rotas e reduzir custos operacionais, aponta Picolli.

 

Entre os benefícios relatados pelas empresas estão a queda de despesas vinculadas a processos manuais, diminuição de erros, maior agilidade na tomada de decisão e aumento da satisfação do cliente. "Quando a informação circula de forma mais rápida e confiável, toda a operação se torna mais eficiente. Isso gera ganhos internos e também melhora a experiência do cliente, contribuindo para sua fidelização", diz o especialista.

 

Ainda assim, a adoção plena da IA enfrenta desafios significativos. A integração entre sistemas é apontada como um dos principais obstáculos: companhias aéreas fornecem dados operacionais e de rastreamento em formatos variados, enquanto parte das operações ainda depende de entradas manuais — uma falta de padronização que limita o aproveitamento dos recursos de inteligência artificial.

 

Na avaliação de Picolli, o futuro da logística aérea passa pela colaboração entre humanos e máquinas, não pela substituição. Ele prevê que a IA assumirá tarefas repetitivas e intensivas em dados — como análise de malha aérea, rastreamento e processamento de informações operacionais — liberando profissionais para atividades estratégicas e de melhoria contínua dos processos.

 

À medida que avança a digitalização, o setor tende a consolidar um modelo em que tecnologia e expertise humana atuam de forma complementar, potencializando resultados ao longo de toda a cadeia logística.



Comentários desta notícia 0



Comentários - ver todos os comentários


Seja o primeiro a comentar!

© Copyright 2002-2019 SEGNEWS - Todos os direitos reservados - É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Rede SegComunicação. SEGNEWS e SEGWEB são marcas da BBVV Editora Ltda, devidamente registradas pelas normas do INPI — Instituto Nacional da Propriedade Industrial.