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Monitoramento integrado reforça segurança em maior usina solar flutuante do país


Por Redação

24/11/2025  às  15:22:48 | | views 4509


@tropico comunicacao

Sistema reúne câmeras, radares e áudio IP para reduzir riscos operacionais e ambientais na UFF Araucária


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A Usina Solar Flutuante Araucária, localizada no interior de São Paulo e considerada a maior do país, passou a operar com um sistema integrado de vigilância eletrônica que busca aumentar a segurança dos equipamentos, reduzir riscos ambientais e aprimorar a eficiência das atividades de manutenção.

 

O complexo, que é instalado sobre o reservatório e abastece mais de 60 mil residências, utiliza cerca de 10.500 módulos fotovoltaicos. A estrutura flutuante impõe desafios adicionais ao monitoramento, como o movimento constante da plataforma, mudanças climáticas intensas, risco de intrusão e a necessidade de acompanhamento ambiental permanente.

 

Para enfrentar esses obstáculos, foi implantado um sistema que combina câmeras fixas e móveis, radares e áudio em rede. Os equipamentos operam de forma integrada por meio de uma plataforma de supervisão que correlaciona eventos e reduz alarmes falsos — problema comum em instalações próximas a áreas de fauna ativa.

 

Segundo o diretor de operações da KWP Energia Sunlution, Anderson Jucá, a calibração entre radar e câmeras permitiu diferenciar interferências naturais, como aves, de ocorrências reais. A medida diminuiu drasticamente falsas notificações e tornou o processo de vigilância mais confiável.

 

Além da segurança patrimonial, o sistema também passou a apoiar rotinas de operação. As imagens ajudam equipes a identificar pontos que exigem limpeza, monitorar deslocamentos de técnicos em estruturas sensíveis e detectar precocemente incidentes ambientais que possam afetar o reservatório.

 

Após um ano e meio de uso, a tecnologia se consolidou como ferramenta de gestão, ampliando sua função inicial. “O monitoramento hoje tem um papel mais amplo na operação da usina”, afirma Jucá.

 

O setor de energia solar flutuante avança no país: atualmente, o Brasil soma cerca de 42 MWp instalados, com projeção de chegar a 1,5 GW até 2028. A UFF Araucária planeja ampliar sua capacidade para 120 MW e integrar a produção com a geração hidrelétrica, tornando ainda mais relevante a necessidade de sistemas de segurança eletrônica robustos e escaláveis.

 

A implantação de soluções de vigilância específicas para ambientes aquáticos e estruturas críticas reforça a tendência de uso de tecnologias combinadas — câmeras, sensores e análise inteligente — como padrão para proteção de infraestruturas energéticas de grande porte.



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