Desemprego cai a 5,2%, mas informalidade ainda atinge 38,8 mi


Por Redação

30/10/2026  às  10:15:23 | | views 93


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Taxa é a menor para um terceiro trimestre desde 2012, segundo o IBGE; rendimento médio ficou estagnado no período e mercado de trabalho segue marcado pela precariedade


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A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor resultado para o período desde o início da série histórica comparável, em 2012. Apesar do avanço do mercado de trabalho, os números divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a queda da desocupação convive com problemas persistentes, como a elevada informalidade e a falta de crescimento da renda média na comparação trimestral.

 

O índice ficou abaixo dos 5,4% registrados entre abril e junho e dos 5,6% observados no terceiro trimestre de 2025. Em números absolutos, o país tinha 5,6 milhões de pessoas desocupadas, uma redução de 234 mil em relação ao trimestre anterior e de 417 mil na comparação anual.

 

A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O resultado representa crescimento de 0,6% no trimestre e de 1,2% em um ano.

 

O avanço, contudo, não se traduziu em melhora generalizada das condições de trabalho. A taxa de informalidade ficou em 37,5%, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores sem vínculo formal. O percentual praticamente não mudou em relação ao trimestre anterior, quando estava em 37,4%, e permaneceu próximo do observado um ano antes, de 37,8%.

 

A renda também apresentou desempenho menos expressivo no curto prazo. O rendimento real habitual médio chegou a R$ 3.790, sem variação significativa em relação ao trimestre anterior. Na comparação anual, houve crescimento de 3,6%, equivalente a R$ 131.

 

A massa de rendimento real habitual, que soma os ganhos de todos os trabalhadores ocupados, atingiu R$ 387,5 bilhões, recorde da série histórica. O indicador avançou 1,5% no trimestre e 4,7% em 12 meses, favorecido pelo aumento do número de pessoas trabalhando e pela elevação da renda na comparação anual.

 

Os dados oferecem ao governo um indicador positivo para o balanço da política econômica, mas também mostram os limites de uma avaliação baseada exclusivamente na taxa de desemprego. A expansão da ocupação não elimina a dimensão da informalidade, que continua atingindo mais de um terço dos trabalhadores brasileiros, enquanto a renda média permaneceu sem crescimento no trimestre.

 

O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas trabalhando em relação à população em idade de trabalhar, ficou em 59%, ligeiramente acima dos 58,8% do trimestre anterior e praticamente estável em relação aos 58,7% de um ano antes.

 

O resultado reforça a dimensão favorável do mercado de trabalho, mas também indica que a melhora dos indicadores de emprego não significa, necessariamente, uma transformação estrutural das condições de trabalho e renda no país. Para além do desemprego em patamar historicamente baixo, a capacidade de ampliar a formalização e sustentar ganhos reais de rendimento permanece entre os principais desafios da economia brasileira.



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