MPSP vai usar câmeras do Smart Sampa em investigações criminais
Por Redação
28/10/2026 às 07:34:32 | | views 56
Parceria com a prefeitura prevê apoio a ações contra o crime organizado e à localização de homens que precisam ser notificados sobre medidas protetivas
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) vai usar o sistema de câmeras Smart Sampa em investigações contra o crime organizado e em ações de combate à violência contra a mulher. A parceria com a prefeitura foi formalizada por meio de dois acordos de cooperação técnica.
Um dos convênios prevê o acesso do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) ao sistema para auxiliar investigações e ações de prevenção e repressão. O acordo tem validade de 12 meses, com possibilidade de prorrogação.
Segundo o promotor de Justiça Luiz Fernando Bugiga Rebellato, do Gaeco, as imagens e os recursos de monitoramento podem ajudar não apenas na identificação de suspeitos, mas também no acompanhamento de deslocamentos.
“Desde que visitamos o Smart Sampa pela primeira vez, vimos o grande potencial da estrutura que a Prefeitura de São Paulo tem implementado cada dia mais, não só na identificação de criminosos”, afirmou em entrevista coletiva na terça-feira (27).
O segundo acordo é voltado ao combate à violência contra a mulher. O Núcleo de Gênero do Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim) usará o sistema para ajudar a localizar homens que precisam ser notificados sobre medidas protetivas que os impedem de se aproximar de companheiras ou ex-companheiras.
A notificação ficará a cargo de uma equipe da Guarda Civil Metropolitana (GCM). De acordo com o MPSP, cerca de 40% dos homens sujeitos a esse tipo de medida não são encontrados para receber a comunicação. Nesse caso, o convênio terá duração de cinco anos, também com possibilidade de prorrogação.
A prefeitura informa que o Smart Sampa conta com 58 mil câmeras espalhadas pela cidade e que pretende instalar mais 20 mil equipamentos.
Na semana passada, vieram a público informações sobre o acesso indevido de um operador a dados do sistema. A prefeitura afirmou que o episódio foi isolado e não representou uma falha de segurança.
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