Mais data centers no Brasil não dispensam cuidados com segurança na nuvem


Por Redação

20/10/2026  às  08:06:37 | | views 53


@colinatech

Redata prevê incentivos à infraestrutura digital no país, mas escolha de provedores exige atenção à proteção de dados e à recuperação de sistemas


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A expansão dos data centers no Brasil, estimulada por incentivos fiscais, pode ampliar a oferta de serviços de computação em nuvem no país. Para as empresas, porém, a contratação dessas estruturas exige avaliar mais do que a localização dos servidores: segurança dos dados, redundância e capacidade de recuperação após falhas continuam entre os principais pontos de atenção.

 

Esse cenário ganha relevância com o Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), instituído pela Lei nº 15.504/2026, sancionada em 15 de setembro. A medida prevê incentivos tributários para projetos de instalação, modernização e ampliação de data centers, inclusive os utilizados em serviços de nuvem e aplicações de inteligência artificial.

 

Segundo diagnóstico do Ministério da Fazenda citado pelo governo federal, cerca de 60% das cargas digitais brasileiras são atendidas por serviços prestados no exterior. O objetivo do regime é estimular investimentos em capacidade de processamento e armazenamento de dados no país, com contrapartidas relacionadas ao atendimento do mercado interno, à pesquisa e inovação e à sustentabilidade. A implementação ainda depende de regulamentação complementar.

 

A ampliação da infraestrutura nacional, no entanto, não garante automaticamente serviços mais baratos, seguros ou disponíveis. Para gestores de tecnologia da informação, a escolha de um provedor deve considerar a arquitetura da solução contratada e os riscos associados à interrupção dos sistemas.

 

Localização não garante disponibilidade

Entre os pontos que precisam ser avaliados estão as regras de acesso e governança dos dados, os mecanismos de redundância e os níveis de disponibilidade previstos em contrato. Também é importante verificar como o fornecedor responde a incidentes e quais procedimentos adota para restabelecer os serviços em caso de falhas.

 

A recuperação de sistemas merece atenção especial em operações que não podem ficar indisponíveis por períodos prolongados. Estratégias de recuperação de desastres (Disaster Recovery), cópias de segurança e distribuição de cargas entre ambientes distintos podem reduzir os impactos de interrupções, desde que sejam dimensionadas de acordo com a criticidade de cada aplicação e testadas regularmente.

 

Outro fator é a capacidade de adaptar os recursos computacionais às variações de demanda sem perder o controle dos custos. A escalabilidade, porém, precisa estar acompanhada de medidas de segurança, suporte técnico e cumprimento dos requisitos legais aplicáveis ao negócio.

 

Para a ITGLOBAL.COM, provedora internacional de soluções em nuvem, o crescimento da infraestrutura brasileira deve ser acompanhado de uma análise criteriosa dos serviços contratados.

 

“A ampliação da capacidade de data centers no Brasil é um avanço importante para o mercado, mas a disponibilidade de infraestrutura não garante, por si só, a continuidade das operações. As empresas precisam avaliar como seus ambientes são estruturados, quais mecanismos de redundância estão previstos e como os serviços podem ser recuperados em caso de falhas. É esse planejamento que transforma capacidade tecnológica em confiabilidade para o negócio”, afirma Peter Jilinski, diretor regional da empresa.

 

A expansão estimulada pelo Redata pode diversificar as opções disponíveis para as empresas, mas a decisão de contratar um serviço de nuvem depende das necessidades de cada operação. Mais do que a localização física dos servidores, a capacidade de proteger informações, responder a incidentes e restabelecer sistemas deve pesar na escolha do fornecedor.



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