Bys contrata ex-CTO do iFood Pago para acelerar expansão
Por Redação
16/10/2026 às 09:46:16 | | views 64
André Martins assume a área de tecnologia com a missão de simplificar sistemas e ampliar a capacidade operacional da insurtech, que encerrou o primeiro ano com R$ 120 milhões em prêmio anualizado
A insurtech Bys contratou André Martins, ex-diretor de tecnologia (CTO) do iFood Pago, para liderar a área de tecnologia e apoiar a expansão da companhia. Com passagens por Zoop, WEX Brasil, Cielo e Serasa Experian, o executivo terá como principal missão simplificar a arquitetura dos sistemas que sustentam os programas de seguros oferecidos por empresas parceiras.
Martins também passa a integrar o Founders Team, grupo que participa das decisões estratégicas da empresa. A contratação ocorre em um momento de ampliação das operações: a Bys informa ter mais de 50 empresas no pipeline comercial, seis programas em implantação e ter encerrado seu primeiro ano com mais de R$ 120 milhões em prêmio anualizado.
A estratégia da companhia é viabilizar a distribuição de seguros por meio de empresas de outros setores, como fintechs, plataformas de comércio eletrônico e marketplaces. Nesse modelo, a Bys estrutura, negocia e opera os programas de ponta a ponta, enquanto os parceiros incorporam os produtos à própria jornada de venda sem precisar desenvolver toda a infraestrutura necessária para atuar no mercado segurador.
A operação, no entanto, envolve desafios que vão além da integração tecnológica. A gestão de sinistros, o acompanhamento da rentabilidade das carteiras, o cumprimento das exigências regulatórias e a conexão dos produtos aos canais de venda exigem sistemas capazes de lidar com diferentes regras de negócio e volumes de transações.
É nesse ponto que Martins pretende concentrar seus esforços. Segundo o executivo, a complexidade dos sistemas e dos processos ainda limita a entrada de empresas de outros segmentos no mercado de seguros.
“O universo do seguro ainda é marcado por tecnologias, sistemas e burocracias que não fazem mais sentido no mundo de hoje”, afirma. Para ele, a tecnologia deve reduzir as barreiras operacionais e permitir que os parceiros explorem novas fontes de receita sem desviar recursos de suas atividades principais.
Experiência em pagamentos
A trajetória de Martins é concentrada em empresas de pagamentos e serviços financeiros, segmentos nos quais escala operacional, disponibilidade dos sistemas e cumprimento de normas regulatórias são fatores críticos.
Na Zoop, onde permaneceu por quatro anos e oito meses como diretor de tecnologia e produtos (CTPO), participou de iniciativas como a obtenção da licença de Instituição de Pagamento junto ao Banco Central e o lançamento do Tap on Phone, solução que permite utilizar smartphones como terminais de pagamento.
Após a aquisição da Zoop pelo iFood, em março de 2024, assumiu a área de tecnologia do iFood Pago. Na fintech, liderou a integração de duas plataformas de pagamento sem interrupção dos serviços e a consolidação de três plataformas bancárias em um sistema único, projetado para suportar um volume transacional até dez vezes maior.
Antes disso, foi CTO e COO Brasil da WEX e passou cinco anos na Cielo, onde dirigiu as áreas de infraestrutura e operações de tecnologia da informação, com orçamento anual superior a R$ 500 milhões.
Para Leonardo Rodrigues, CEO e cofundador da Bys, a experiência do executivo em operações de grande volume e ambientes regulados deve contribuir para sustentar o crescimento da empresa. Rodrigues também aponta as iniciativas de inteligência artificial em andamento como parte dos esforços para ampliar a capacidade operacional.
Além da experiência executiva, Martins concluiu em 2026 o curso para conselheiros de administração do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Em 2024, participou de um programa de liderança executiva da Stanford Graduate School of Business, em parceria com a Prosus, no Vale do Silício.
Com a contratação, a Bys busca preparar sua infraestrutura para atender a uma base maior de parceiros e programas de seguros. O desafio será transformar o crescimento comercial em escala operacional, mantendo sob controle a complexidade tecnológica e os custos de execução.
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