PF investiga policiais por elo com facção no Rio
Por Redação
07/10/2026 às 07:36:19 | | views 69
Operação Magen apura venda de fuzis, vazamento de informações sigilosas e lavagem de mais de R$ 100 milhões
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (7) a Operação Magen para investigar a participação de policiais e ex-policiais em um esquema ligado a uma facção criminosa que atua no Complexo de Israel, na zona norte do Rio de Janeiro. Ao todo, são cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão.
Entre os alvos estão um policial civil, um policial militar e ex-integrantes das forças de segurança. Segundo a PF, o grupo é suspeito de atuar na venda clandestina de armas, no repasse de informações sigilosas a criminosos e na lavagem de dinheiro.
A investigação, conduzida pelo Grupo de Investigações Sensíveis da PF (Gise) e pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), identificou um núcleo estruturado para obter, transportar e revender ilegalmente armamentos.
De acordo com os investigadores, o grupo comercializava fuzis de uso restrito, revólveres, pistolas, carregadores e munições. Há indícios de que os investigados tenham fornecido dez fuzis AR-15 diretamente a uma das principais lideranças criminosas do Complexo de Israel.
Os policiais e ex-policiais também são suspeitos de usar acessos a sistemas restritos da administração pública para obter dados e repassá-los a integrantes da facção. Entre as informações estariam mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e dados sobre alvos de operações policiais em andamento.
Segundo a PF, o vazamento permitia que criminosos fossem avisados sobre ações das forças de segurança e evitassem a repressão policial. As informações também teriam sido utilizadas em investigações clandestinas destinadas à extorsão de outros criminosos.
A apuração aponta ainda para um esquema de lavagem de dinheiro. Mais de R$ 100 milhões teriam sido movimentados em quatro anos por meio de contas pessoais e empresas de fachada, em operações destinadas, segundo os investigadores, a ocultar ou dissimular a origem dos recursos.
A operação é resultado do avanço das investigações sobre a estrutura financeira e operacional que, de acordo com a PF, permitia a atuação do grupo em conexão com a facção criminosa que controla áreas do Complexo de Israel.
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