COP Internacional aposta em integração e tecnologia para transformar segurança pública
Por Redação
21/08/2026 às 15:13:05 | | views 103
Em entrevista, diretor de marketing Rafael Gallego fala sobre crescimento do evento, aproximação entre forças de segurança e desafios para a modernização do setor
Realizado entre os dias 11 e 13 de agosto, no São Paulo Expo, em São Paulo, o COP Internacional 2026 reuniu cerca de 80 expositores e profissionais de segurança pública, forças armadas, agências de inteligência, gestores públicos e empresas de tecnologia e equipamentos de defesa.
Em sua sexta edição, o evento ampliou a programação de palestras e encontros voltados à atividade policial e às novas tecnologias empregadas na segurança pública. Entre os temas discutidos estiveram equipamentos de proteção, armamento, tecnologias de monitoramento e a integração entre as instituições.
Nesta entrevista, o diretor de marketing do COP Internacional, Rafael Gallego, avalia a evolução do evento, fala sobre as principais demandas das forças de segurança e antecipa os planos para a edição de 2027.
SEGNEWS — O COP Internacional chegou à sexta edição com cerca de 80 expositores. O que mudou no evento ao longo desses seis anos?
Rafael Gallego — O evento vem apresentando um crescimento significativo. Estamos na sexta edição e, a cada ano, temos avançado no número de expositores, na área ocupada, na programação de palestras e nas reuniões realizadas durante os três dias do COP.
Um dos fatores que consideramos importantes para esse crescimento é a quantidade de autoridades e profissionais que conseguimos reunir. É um evento que permite aos expositores apresentar suas tecnologias e, ao mesmo tempo, conversar diretamente com quem conhece as necessidades das forças de segurança e participa dos processos de decisão.
Para os visitantes, existe também a possibilidade de conhecer soluções e equipamentos de diferentes empresas em um mesmo espaço e acompanhar discussões sobre os desafios do setor.
SEGNEWS — Que público o COP conseguiu conquistar ao longo dessas edições?
Rafael Gallego — Além das autoridades das esferas municipal, estadual e federal, percebemos uma presença cada vez maior de estudantes, concurseiros e pessoas interessadas no mercado de segurança pública.
A procura pelos espaços de exposição também tem crescido. Nesta edição, conseguimos ocupar todos os espaços disponíveis meses antes do evento. O mesmo ocorreu com a programação de palestras, que despertou bastante interesse entre os profissionais do setor.
SEGNEWS — A tecnologia ocupa cada vez mais espaço na atividade policial. Quais são hoje as principais demandas apresentadas pelas forças de segurança às empresas que participam do COP?
Rafael Gallego — O mercado está em constante transformação. As forças de segurança precisam acompanhar a evolução da criminalidade, que também se organiza e busca novas formas de atuação.
Por isso, existe uma necessidade permanente de atualização. A cada edição percebemos novas tecnologias e soluções sendo apresentadas para atender às demandas dos operadores. A aproximação entre quem desenvolve os equipamentos e quem trabalha diretamente na segurança pública permite que as empresas conheçam melhor essas necessidades.
SEGNEWS — O COP também ampliou a programação técnica. Qual é a importância desses debates para além da área comercial da feira?
Rafael Gallego — O objetivo comercial é naturalmente importante para os expositores, mas o evento não se limita à apresentação de produtos. Existe uma busca por informação e conhecimento sobre o que o setor realmente precisa.
Nesta edição tivemos dois eventos realizados paralelamente à feira. Um deles foi o DTech, congresso dedicado à tecnologia aplicada à defesa e ao poder público, no qual diversos expositores participaram apresentando soluções e debatendo suas aplicações.
Também tivemos o COMABE – Câmara Técnica dos Oficiais de Material Bélico, com discussões técnicas sobre material bélico, armas de fogo, proteção balística, equipamentos de monitoramento e armas não letais, entre outros temas.
A ideia é discutir o presente e, principalmente, os caminhos que a segurança pública poderá seguir nos próximos anos.
SEGNEWS — Um dos temas recorrentes foi a integração entre as instituições de segurança. Por que essa integração ainda é um desafio no Brasil?
Rafael Gallego — A integração é fundamental. O mercado de segurança pública brasileiro está cada vez mais unido e existe uma busca maior por troca de informações entre as instituições.
Durante o COP, percebemos que essa integração é uma preocupação comum entre diferentes órgãos. Quanto maior a troca de informações e experiências, maiores são as possibilidades de encontrar soluções para problemas que muitas vezes são enfrentados por instituições diferentes.
SEGNEWS — Depois de seis edições, qual foi o principal aprendizado do COP sobre as necessidades da segurança pública brasileira?
Rafael Gallego — O principal aprendizado é que a segurança pública não pode parar. Nunca podemos considerar que está tudo resolvido. Da mesma forma que os operadores recebem novas informações e tecnologias, a criminalidade também se reinventa e se organiza.
Por isso, é necessária uma evolução constante. A cada edição encontramos mais informação, mais tecnologia e novas possibilidades para atender às necessidades dos profissionais que estão na linha de frente do combate à criminalidade.
Também percebemos que existe uma procura cada vez maior por integração entre as instituições. Esse foi um dos principais temas discutidos nesta edição.
SEGNEWS — A modernização das forças de segurança depende apenas da aquisição de novas tecnologias?
Rafael Gallego — Não. A tecnologia é uma ferramenta, mas é necessário entender como ela será utilizada e quais são as necessidades reais dos operadores.
Por isso, o contato entre os profissionais de segurança e as empresas é tão importante. Os visitantes também procuram conhecer o que existe no mercado nacional e internacional e entender como essas soluções podem contribuir para o trabalho realizado pelas instituições.
O COP foi idealizado pelo presidente executivo, João Sansone, com o objetivo de contribuir para a discussão sobre segurança pública, e essa proposta continua presente no evento.
SEGNEWS — Para 2027, o que já está sendo planejado e o que o público pode esperar de diferente?
Rafael Gallego — Ainda não abrimos as inscrições para policiais, operadores e público civil, mas já estamos negociando espaços e definindo as datas da próxima edição.
Também estamos conversando com os expositores e já existe uma expectativa de crescimento tanto na área de exposição quanto na programação de temas que serão debatidos.
O COP Internacional será realizado no segundo semestre de 2027 e, em breve, teremos novas informações sobre a próxima edição.
SEGNEWS — Qual mensagem o senhor deixaria para quem acompanha o COP e para aqueles que ainda não conhecem o evento?
Rafael Gallego — Temos uma grande satisfação ao ver o que o COP Internacional está se tornando. A cada edição procuramos estar mais próximos das pessoas que realmente se interessam pelas questões relacionadas à segurança e que buscam melhorias para o setor.
Nosso objetivo é trazer tecnologias, produtos e discussões que contribuam para uma segurança pública mais integrada. Acreditamos que essa troca entre profissionais, instituições e empresas pode contribuir para melhorar a eficiência e a gestão da segurança no país.
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