Greve da CPTM entra no 2º dia e afeta passageiros em SP
Por Redação
05/08/2026 às 08:26:20 | | views 33
Sindicato afirma que paralisação busca garantia de empregos com concessão de linhas; governo diz que movimento prejudica cerca de 1 milhão de passageiros
A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) entrou no segundo dia nesta quarta-feira (5) e segue afetando cerca de 1 milhão de passageiros na Grande São Paulo, segundo o governo estadual.
Para reduzir os impactos da paralisação, o Metrô antecipou a abertura da operação, reforçou equipes nas estações e ampliou o sistema Paese (Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência), que passou a contar com 195 ônibus.
Em coletiva de imprensa, o presidente da CPTM, Michael Cerqueira, afirmou que a ampliação da circulação de trens depende da disponibilidade de profissionais, principalmente maquinistas.
"Se a gente tiver mais colaboradores à disposição, principalmente os maquinistas, a gente aumenta o nível de cobertura por trilhos e também minimiza o impacto à população", afirmou.
Questionado sobre a possibilidade de a concessionária Trivia contribuir para ampliar o efetivo, Cerqueira disse que a empresa segue as regras previstas no contrato de concessão e permanece em fase pré-operacional, acompanhando a operação da CPTM por determinação da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
"O contrato de concessão prevê, pela determinação da Artesp, que a gente voltou para a fase pré-operacional, em que a Trivia acompanha a operação da CPTM. Então é isso que está sendo respeitado", declarou.
O governo estadual afirma que o sindicato mantém a paralisação mesmo após decisões judiciais e negociações envolvendo a categoria. A entidade, porém, afirma que a greve tem como principal objetivo obter garantias sobre a manutenção dos empregos dos ferroviários durante o processo de concessão das linhas à iniciativa privada.
Em comunicado, o sindicato afirmou que o movimento foi iniciado pela "ausência de uma garantia concreta de manutenção dos empregos de milhares de trabalhadores que dedicaram décadas à construção de um dos maiores sistemas ferroviários do país".
A entidade declarou ainda que é contrária à privatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, mas disse não se opor a investimentos, modernização ou melhorias no sistema. Segundo o sindicato, a reivindicação é que a transferência da operação para a iniciativa privada ocorra com garantia de preservação dos postos de trabalho.
"Apesar das reuniões realizadas com o governo, não foi apresentada uma garantia formal e efetiva de que nenhum ferroviário perderá seu emprego em razão da concessão", afirmou a entidade.
A paralisação ocorre durante o processo de concessão de linhas da CPTM à iniciativa privada, uma medida defendida pelo governo paulista como forma de ampliar investimentos e modernizar o transporte ferroviário, mas que enfrenta resistência de parte dos trabalhadores.
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