O governo de São Paulo encaminhou à Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo um projeto de lei que estabelece o novo salário mínimo estadual em R$ 1.874 a partir de 2026. A proposta, enviada nesta terça-feira (28), prevê um aumento nominal de 46% em relação ao piso vigente em 2022, quando o valor era de R$ 1.284.
Se aprovado, o novo mínimo paulista ficará 15,6% acima do salário mínimo nacional atual, fixado em R$ 1.621, ampliando a diferença entre os pisos regional e federal para R$ 253. O reajuste beneficia mais de 70 categorias profissionais abrangidas pela legislação estadual.
Segundo o governador Tarcísio de Freitas, a proposta reflete uma política de valorização salarial com impacto direto sobre o poder de compra dos trabalhadores. Em termos acumulados, o aumento representa um ganho de R$ 590 em quatro anos. “Uma valorização que chega a 46% no período e que beneficia mais de 70 categorias previstas em lei", afirmou.
Do ponto de vista de mercado, o reajuste estadual supera tanto a evolução do piso nacional no mesmo período — que avançou 33,7% — quanto a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que foi de 19,5%. Isso indica ganho real de renda para os trabalhadores paulistas, com potencial de estímulo ao consumo interno.
A tramitação do projeto na Alesp deve definir o ritmo de implementação da medida, que ocorre em um cenário de debate mais amplo sobre renda, inflação e competitividade no mercado de trabalho brasileiro.