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Irã descarta negociações e mantém ofensiva regional em meio à escalada militar


Por Richard Wolf

16/03/2026  às  07:22:05 | | views 25


@ag-segnews/reprodução

Teerã nega pedido de cessar-fogo, intensifica ataques com drones e mísseis contra alvos ligados a EUA e Israel e amplia pressão militar no Golfo


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O governo do Irã afastou qualquer possibilidade de negociações imediatas com os Estados Unidos em meio à atual escalada militar no Oriente Médio. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou que não há “base ou necessidade” para conversações neste momento e rejeitou declarações de autoridades americanas de que Teerã teria solicitado um cessar-fogo.

 

Segundo o chanceler, a estratégia iraniana continuará centrada no que classificou como “direito legítimo à autodefesa”. Em paralelo, autoridades de Israel afirmam que a campanha militar contra alvos iranianos já teria reduzido significativamente a capacidade operacional do regime de Teerã. Ainda assim, o porta-voz das Forças de Defesa israelenses indicou que a ofensiva militar permanecerá ativa nas próximas semanas.

 

A intensificação das hostilidades também tem repercutido nos países do Golfo. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos informaram ter interceptado dezenas de drones e mísseis nos últimos dias, em meio à ampliação do raio de ação dos ataques iranianos.

 

Em Abu Dhabi, capital dos Emirados, um cidadão palestino morreu após um míssil atingir um veículo. Autoridades locais investigam as circunstâncias do impacto, que ocorre no contexto da expansão das operações militares iranianas no Golfo.

 

A atual fase do confronto teve início em 28 de fevereiro, quando forças de Estados Unidos e Israel realizaram ataques contra instalações iranianas. Em resposta, Teerã iniciou uma campanha de retaliação baseada em mísseis balísticos, drones e outros vetores de ataque de longo alcance, direcionados principalmente contra alvos militares e interesses estratégicos norte-americanos na região.

 

Analistas de segurança observam que a seleção de alvos também inclui infraestruturas críticas, especialmente no setor energético, refletindo uma estratégia de pressão indireta sobre aliados regionais de Washington.

 

Divergência sobre negociações

No domingo (15), o Ministério das Relações Exteriores do Irã desmentiu declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, que havia afirmado que Teerã estaria interessado em negociar um acordo para encerrar as hostilidades.

 

Apesar da troca de declarações, autoridades americanas indicam expectativa de que o conflito não se prolongue por muito tempo. O secretário de Energia dos EUA afirmou esperar que a guerra possa terminar “nas próximas semanas”.

 

Já o governo de Israel trabalha com um horizonte operacional mais longo e avalia que a campanha militar pode se estender por um período entre três e seis semanas.

 

Frente libanesa permanece sensível

Em paralelo, Israel também rejeitou relatos sobre a abertura de negociações com o Líbano para conter a escalada na fronteira norte.

 

O chanceler israelense afirmou que qualquer desescalada dependerá da capacidade do Estado libanês de impedir ataques contra território israelense por parte do Hezbollah.

 

A multiplicação de frentes de tensão — envolvendo o Golfo, Israel e a fronteira libanesa — reforça a avaliação de especialistas de que o conflito já ultrapassa uma lógica bilateral e assume contornos de confrontação regional, com potencial de envolver atores estatais e não estatais alinhados ao Irã no Oriente Médio.



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