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IA amplia automação no mercado imobiliário e impõe desafios à segurança da informação


Por Redação

25/02/2026  às  07:36:16 | | views 66


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Levantamento indica ganho médio de até duas horas diárias na rotina de corretores; especialistas apontam desafios de segurança da informação no uso de CRM e mensageria


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A incorporação da inteligência artificial (IA) à rotina corporativa tem avançado em diferentes setores da economia e já impacta de forma concreta o mercado imobiliário brasileiro. Impulsionadas pela lógica da Indústria 4.0, empresas do segmento vêm adotando soluções capazes de automatizar atendimentos, organizar fluxos comerciais e analisar grandes volumes de dados de clientes.

 

Levantamento da pesquisa CX Trends aponta que 75% dos consumidores percebem mudanças na forma como serviços são oferecidos em razão do avanço da IA. No ambiente empresarial, o reflexo mais imediato tem sido o ganho de produtividade. Em uma imobiliária de atuação nacional com origem em Goiás, por exemplo, a adoção de ferramentas baseadas em IA em 2023 foi associada a um volume acumulado de R$ 4,6 bilhões em vendas. Segundo dados internos, cerca de 2.800 corretores utilizam atualmente os sistemas digitais em mais de 20 operações espalhadas pelo país.

 

A automação ocorre principalmente em duas etapas do processo comercial. No pré-atendimento, sistemas integrados ao CRM e a aplicativos de mensageria realizam o primeiro contato com potenciais clientes, respondem dúvidas iniciais e qualificam o interesse antes do encaminhamento ao corretor. A principal mudança está na disponibilidade: o atendimento passa a funcionar de forma contínua, inclusive fora do horário comercial.

 

No pós-atendimento, a tecnologia analisa históricos de conversas, propostas enviadas e negociações interrompidas. A partir desses dados, o sistema identifica oportunidades de retomada de contato. Em um dos testes realizados, a ferramenta registrou taxa de resposta de 14% entre leads considerados inativos e auxiliou na reativação de centenas de negociações em poucas semanas.

 

O impacto na rotina dos profissionais também é mensurável. Corretores ouvidos em pesquisa interna relataram economia média de uma a duas horas por dia, tempo antes dedicado a tarefas operacionais, como triagem de contatos e envio de mensagens padronizadas.

 

Se por um lado a IA aumenta a eficiência, por outro amplia a complexidade da gestão de dados. Ferramentas integradas a CRMs e aplicativos de mensagens processam informações pessoais, históricos de negociação e registros financeiros — ativos sensíveis que exigem políticas rígidas de segurança da informação.

 

Especialistas apontam que, nesse contexto, tornam-se essenciais medidas como controle de acesso, autenticação multifator, criptografia de dados, monitoramento de incidentes e conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). A integração entre diferentes plataformas também amplia a superfície de risco, exigindo atenção redobrada para evitar vazamentos e acessos indevidos.

 

O avanço da IA no setor imobiliário ilustra um movimento mais amplo de transformação digital: sistemas assumem tarefas repetitivas e analíticas, enquanto profissionais concentram esforços em negociação e relacionamento. O desafio, agora, é garantir que os ganhos de produtividade caminhem ao lado de práticas robustas de governança e proteção de dados.



Apesar de todas as oportunidades e desafios, Ronaldo Dantas, CEO do Grupo My Broker, acredita que a inteligência artificial não substitui o trabalho do corretor. “O corretor nexialista é aquele que consegue encontrar nexo entre informações, tecnologia e sensibilidade humana. A IA automatiza o operacional e devolve tempo, enquanto o corretor se dedica ao que nenhuma máquina faz: criar conexão, interpretar o cliente e conduzir a decisão”.



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