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EUA aplicam tarifa global de 10% e ampliam incerteza comercial


Por Redação

24/02/2026  às  10:34:10 | | views 155


@arquivo/Reuters/Carlos Barria

Taxa entra em vigor após anúncio contraditório de Donald Trump, que havia mencionado índice de 15%


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Os Estados Unidos começaram a aplicar, à meia-noite desta terça-feira (24), uma tarifa adicional de 10% sobre produtos importados que não estejam cobertos por isenções específicas. A medida foi confirmada em comunicado da U.S. Customs and Border Protection (CBP) e retoma o percentual inicialmente anunciado pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (20) — abaixo dos 15% que ele declarou no dia seguinte.

 

A nova cobrança foi formalizada por meio de proclamação presidencial datada de 20 de fevereiro de 2026 e ocorre após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou tarifas anteriores justificadas por emergência nacional. As alíquotas anuladas variavam entre 10% e 50%.

 

No comunicado, a CBP informou que, excetuados os itens sujeitos a isenção, todas as demais importações passam a estar sujeitas a uma taxa adicional “ad valorem” de 10%. Não houve esclarecimento oficial sobre o motivo da adoção do percentual inferior ao anunciado posteriormente por Trump.

 

Segundo o jornal Financial Times, um funcionário da Casa Branca afirmou que a elevação para 15% poderá ocorrer em momento posterior. A informação, no entanto, não foi confirmada de forma independente.

 

A medida foi adotada com base na Seção 122 da legislação comercial norte-americana, que autoriza o presidente a impor tarifas por até 150 dias para enfrentar déficits considerados “grandes e graves” na balança de pagamentos. A ordem executiva argumenta que os EUA enfrentam déficit comercial anual de US$ 1,2 trilhão em bens, além de déficit em conta corrente equivalente a 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

A nova rodada tarifária amplia a incerteza em torno da política comercial americana e provoca reações internacionais. O Japão informou ter solicitado garantias de que continuará a receber tratamento equivalente ao previsto em acordos vigentes. Já a União Europeia e o Reino Unido sinalizaram interesse em preservar os termos comerciais já negociados com Washington.

 

Na segunda-feira (23), Trump advertiu que países que recuarem de acordos firmados poderão enfrentar tarifas ainda mais elevadas sob outras bases legais, indicando que a política tarifária seguirá como instrumento central de pressão nas relações comerciais dos Estados Unidos.



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