Reforma tributária promete simplificação, mas há riscos
Por Redação
09/02/2026 às 11:06:59 | | views 161
Pequenas e médias empresas terão de se adaptar a novas regras fiscais; especialistas alertam para complexidade e desafios estratégicos
A reforma tributária em tramitação no Brasil representa uma mudança estrutural na rotina das pequenas e médias empresas, mas especialistas alertam que a simplificação prometida vem acompanhada de desafios concretos para empreendedores que não se prepararem.
O sistema atual é marcado por múltiplos tributos sobre o consumo, excesso de obrigações acessórias e insegurança jurídica. A reforma pretende unificar impostos e tornar a rotina fiscal mais previsível, mas a transição exige atenção redobrada: convívio entre regras antigas e novas pode gerar confusão, aumentar riscos de autuações e pressionar o fluxo de caixa.
Segundo Rafael Caribé, CEO da Agilize Contabilidade, as mudanças vão além da burocracia:
• Tributos unificados: diversos impostos sobre consumo devem ser substituídos por modelos simplificados, reduzindo sobreposição de regras;
• Previsibilidade fiscal: maior clareza sobre alíquotas e bases de cálculo diminui surpresas no caixa, mas exige acompanhamento contínuo;
• Revisão de preços e margens: a nova tributação pode alterar custos e rentabilidade, forçando ajustes estratégicos em produtos e serviços;
• Adequação tecnológica: sistemas de emissão de notas fiscais e processos internos precisarão se atualizar;
• Impacto financeiro: mudanças no momento de pagamento de impostos exigem planejamento mais rigoroso para evitar desequilíbrios de fluxo de caixa;
• Período de adaptação crítico: a transição é considerada o maior risco para empresas que não anteciparem ajustes.
“Quem não se antecipa corre o risco de erros que podem gerar multas ou comprometer a competitividade. A reforma muda a lógica da rotina do empreendedor e exige revisão de processos”, afirma Caribé.
Especialistas em economia e tributação reforçam que, embora o objetivo da reforma seja simplificar o sistema, o sucesso dependerá da capacidade das empresas de se adaptarem rapidamente e de a administração tributária oferecer orientação clara. Para muitas pequenas e médias empresas, o período de adaptação será decisivo, podendo determinar a sobrevivência ou o crescimento sustentável no novo ambiente fiscal.
Comentários desta notícia 0
Comentários - ver todos os comentários
Seja o primeiro a comentar!


