Justiça paralisa Vale em MG após novo desastre ambiental
Por Redação
09/02/2026 às 10:15:13 | | views 145
Vazamento em Ouro Preto expõe falhas de fiscalização e demora do governo, enquanto mineradora enfrenta bloqueio milionário e multa diária
A Justiça de Minas Gerais determinou a paralisação imediata de todas as atividades da mineradora Vale no Complexo Minerário de Fábrica, em Ouro Preto, após um vazamento de água e rejeitos ocorrido em 25 de janeiro. A decisão, assinada na última sexta-feira (6), impõe à empresa multa diária de R$ 100 mil, podendo chegar a R$ 10 milhões, caso descumpra a ordem.
O bloqueio só poderá ser suspenso quando for comprovada a estabilidade e segurança de todas as estruturas do complexo, mas o episódio lança luz sobre a fragilidade da fiscalização estadual e a demora em agir diante de riscos ambientais graves. O vazamento atingiu cursos d’água que alimentam o rio Paraopeba, provocando assoreamento, morte de vegetação e danos materiais em áreas próximas, incluindo terrenos da mineradora CSN.
Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, houve extravasamento de 263 mil metros cúbicos de água turva contendo minério e outros resíduos do beneficiamento mineral, além de falha no sistema de drenagem da mina. O órgão acusa a Vale de levar dez horas para comunicar o incidente às autoridades, prejudicando a resposta da Defesa Civil.
O desastre se soma a um histórico sombrio da mineradora na região: o rio Paraopeba, já atingido pelo rompimento da barragem de Brumadinho em 2019, volta a ser ameaçado. Em paralelo, o Ministério Público Federal solicitou bloqueio de mais de R$ 1 bilhão da Vale para assegurar a reparação dos danos.
O episódio levanta questionamentos sobre a efetividade da fiscalização ambiental em Minas Gerais e a capacidade do governo em prevenir novos desastres, mesmo após tragédias que marcaram o estado e o país nos últimos anos.
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