• PUBLICIDADE

IA na saúde avança e impõe novos desafios de segurança da informação


Por Redação

09/02/2026  às  07:38:49 | | views 88


@National Câncer Institute

Agentes inteligentes passam a integrar linhas de cuidado, exigindo novos controles de segurança, privacidade e conformidade regulatória


Ouça esta reportagem

A adoção de agentes de inteligência artificial nas linhas de cuidado em saúde tem ampliado o papel da automação para além do atendimento ao paciente, incorporando funções como triagem clínica, orientação, agendamento e acompanhamento contínuo. A mudança, no entanto, traz novos desafios relacionados à segurança da informação, governança de dados e conformidade regulatória em ambientes sensíveis.

 

Desenvolvida pela empresa StaryaAI, a abordagem aposta na chamada automação humanizada, que substitui fluxos rígidos por agentes especializados capazes de compreender contexto, operar em linguagem natural e executar tarefas de ponta a ponta. Segundo a companhia, o objetivo é integrar a tecnologia aos fluxos clínicos reais, evitando a simples digitalização de processos ineficientes — prática considerada um dos erros mais comuns do mercado.

 

De acordo com Vinicius Reis, CTO e fundador da StaryaAI, o maior impacto da automação ocorre em etapas de alto volume e repetição, como triagem e orientação clínica, linhas de cuidado, agendamento com preparo de exames e suporte pós-consulta. “São pontos em que contexto, consistência e velocidade fazem diferença, desde que a tecnologia siga protocolos bem definidos e seja capaz de identificar sinais de risco”, afirma. Casos críticos são encaminhados para profissionais de saúde, enquanto a IA sustenta rotinas operacionais e garante continuidade do cuidado.

 

Nesse cenário, agentes inteligentes passam a operar grandes volumes de dados clínicos e operacionais, assumindo demandas de primeiro nível e reduzindo fricções comuns no sistema de saúde, como falhas de comunicação e atrasos. A automatização de tarefas burocráticas também impacta indicadores como absenteísmo, por meio do uso de modelos preditivos, lembretes personalizados e confirmação de consultas em canais conversacionais, como o WhatsApp. Segundo a empresa, esse modelo aumenta a adesão a tratamentos e permite intervenções humanas quando necessário.

 

Em jornadas sensíveis, como saúde mental ou acompanhamento de doenças crônicas, o desenho dos fluxos e os mecanismos de escalonamento ganham relevância do ponto de vista da segurança e da ética. A personalização da linguagem ocorre com base em histórico e comportamento do paciente, enquanto pontos críticos exigem supervisão humana constante. “A eficiência remove burocracia, mas a empatia e a segurança estão na forma como a tecnologia se comunica, respeita o tempo do paciente e protege seus dados”, diz Reis.

 

Indicadores como resolutividade automática próxima de 80%, satisfação de pacientes acima de 90% e detecção precoce de riscos são usados para medir a efetividade da automação. Métricas operacionais, como aumento da conversão em agendamentos digitais e redução de custos, também fazem parte da avaliação. Para o executivo, no entanto, esses ganhos só se sustentam com governança adequada. “Para que a IA seja vista como aliada e não como risco, ela precisa ser tratada como infraestrutura, com políticas internas, KPIs claros, integração aos processos reais e alinhamento cultural da liderança”, afirma.

 

A expectativa da StaryaAI é que, até o fim de 2026, a automação humanizada esteja consolidada como parte estrutural das operações de saúde, exigindo atenção crescente a temas como segurança da informação, privacidade, conformidade regulatória e uso responsável de dados em larga escala.



Comentários desta notícia 0



Comentários - ver todos os comentários


Seja o primeiro a comentar!

© Copyright 2002-2019 SEGNEWS - Todos os direitos reservados - É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Rede SegComunicação. SEGNEWS e SEGWEB são marcas da BBVV Editora Ltda, devidamente registradas pelas normas do INPI — Instituto Nacional da Propriedade Industrial.