Espanha defende Exército conjunto da UE em meio a disputa por Groenlândia
Por Richard Wolf
22/01/2026 às 10:15:38 | | views 3821
Chanceler afirma que bloco europeu deve fortalecer defesa integrada sem substituir a Otan
A Espanha pediu que a União Europeia avance na criação de um Exército conjunto como forma de dissuasão, em meio à crescente tensão sobre a Groenlândia. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, antes de uma série de encontros do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça.
Albares afirmou que a prioridade da UE deve ser integrar os ativos de defesa disponíveis e mobilizar uma coalizão de países dispostos a atuar militarmente de forma coordenada. "Um esforço conjunto seria mais eficiente do que 27 exércitos nacionais separados", disse o chanceler, reconhecendo que o debate sobre a disposição dos cidadãos europeus de se engajar militarmente é legítimo, mas ressaltando que o potencial de ação do bloco é maior do que de cada país isoladamente.
O pronunciamento ocorre pouco antes de uma reunião de emergência entre líderes da UE, marcada para esta quinta-feira (22) em Bruxelas, para coordenar uma resposta às recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possível compra ou anexação da Groenlândia. Um porta-voz do Conselho Europeu confirmou a reunião, apesar das declarações de Trump de que já havia formado um acordo preliminar com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte.
Albares reforçou que a criação de um Exército europeu não pretende substituir a Otan, mantendo a aliança transatlântica como pilar central da defesa do continente. "Mas precisamos demonstrar que a Europa não é um lugar que se deixará coagir militar ou economicamente", afirmou.
O ministro destacou ainda que a discussão sobre defesa integrada coincide com esforços da Espanha e de outros países da UE de fortalecer laços estratégicos com parceiros globais, como a Índia, com quem Albares se reuniu recentemente para tratar de cooperação em segurança e defesa.
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