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Forças de segurança impulsionam recorde de apreensões no Paraná


Por Redação

22/01/2026  às  09:04:01 | | views 3818


@PMPR

Estado retirou 566 toneladas de entorpecentes de circulação em 2025, alta de 450% em relação a 2018


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O Paraná liderou o ranking nacional de apreensões de drogas em 2025, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Ao longo do ano, 566 toneladas de entorpecentes foram retiradas de circulação no estado, o equivalente a 35% de tudo o que foi apreendido no país, que somou 1,6 mil toneladas.

 

O volume é o maior já registrado desde o início do monitoramento nacional, em 2017. Em comparação com 2018, quando foram apreendidas 102,8 toneladas, o crescimento chega a 450%. Na prática, o resultado representa uma média de 1,5 tonelada de drogas apreendidas por dia no Paraná, reflexo da atuação integrada das polícias Civil, Militar, Penal e Científica, além da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e forças municipais de segurança.

 

Na sequência do ranking aparecem Mato Grosso do Sul, com 423 toneladas apreendidas, São Paulo, com 162 toneladas, e Santa Catarina, com 135 toneladas. Os dados indicam o fortalecimento das ações de combate ao crime organizado nos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

 

A maconha foi a droga mais apreendida no Paraná em 2025. Entre janeiro e dezembro, foram retiradas de circulação 555 toneladas, o que corresponde a quase 39% de toda a maconha apreendida no Brasil. Em relação a 2024, quando o total foi de 482 toneladas, o aumento foi de 15%. Já no comparativo de sete anos, o crescimento chega a 455%. No caso da cocaína, as apreensões somaram 11,2 toneladas, alta de 40% em relação ao ano anterior, configurando o melhor índice da série histórica.

 

Segundo as forças de segurança, os resultados estão diretamente ligados ao reforço da atuação estratégica em rotas do tráfico e regiões de fronteira, especialmente no Oeste do estado. Entre as ocorrências de destaque está a apreensão de quatro toneladas de maconha escondidas em sacas de arroz, com destino ao Rio de Janeiro, no fim do ano passado.

 

A intensificação da vigilância em áreas de acesso internacional e nas rodovias estaduais também tem ampliado a capacidade de interceptação. Em Santa Helena, no Oeste paranaense, 1,5 tonelada de maconha foi apreendida em uma área rural. Já no Noroeste, às margens do Rio Paraná, uma operação resultou na apreensão de 3,5 toneladas de maconha e fuzis, impedindo a circulação de drogas e armas para outros estados.

 

Além de reduzir o abastecimento do crime organizado, as apreensões têm impulsionado investigações de maior alcance. Em uma ação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar do Paraná, 25 pessoas foram presas recentemente suspeitas de integrar uma organização criminosa que movimentava cerca de 1,5 tonelada de drogas por mês, com ramificações em outros estados.

 

Em muitos casos, as investigações avançam sobre o núcleo financeiro e logístico das quadrilhas. Um exemplo foi a prisão de 13 pessoas envolvidas em tráfico interestadual de drogas e armas, desdobramento da maior apreensão de haxixe já registrada no estado.

 

Outro reforço no combate ao narcotráfico é o uso de cães policiais. Em 2025, quase 150 toneladas de drogas foram localizadas com o apoio da Companhia Independente de Operações com Cães (CIOC) e do Núcleo de Operações com Cães (NOC), principalmente em operações rodoviárias e no cumprimento de mandados judiciais.

 

Os resultados também são atribuídos a investimentos do governo estadual na estrutura das forças de segurança, com ampliação da frota de viaturas, embarcações e aeronaves, além da aquisição de equipamentos de alta tecnologia. A partir deste ano, o estado passou a contar ainda com o projeto Polícia de Fronteira, cuja primeira base operacional foi inaugurada em Ribeirão Claro, no Norte do Paraná, próxima à divisa com São Paulo.

 

A estratégia combina inteligência policial, tecnologia e patrulhamento especializado, com uso de viaturas de grande porte, armamento de maior calibre e integração de bancos de dados e câmeras do programa Olho Vivo, ampliando a capacidade de resposta das forças de segurança no enfrentamento ao crime organizado.



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